O Papagaio Real

Adaptação do conto tradicional recolhido pelo pesquisador Câmara Cascudo,

que venho narrando desde 1999. Encantado na forma de um papagaio, um

príncipe visita sua noiva todas as noites. Até que a irmã mais velha da moça

resolve atrapalhar esta história de amor… Costumo dizer que a minha história

de amor com O Papagaio Real é um casamento eterno, somos felizes para

sempre!

O conto encontra "parentes" remotos em diversos lugares, sendo popular na

Finlândia, Lapônia, Dinamarca, Noruega, Suécia, Rússia, Sicília, Grécia. Esse

meu reconto apresenta cantos tradicionais da Festa do Divino, de São Luis do Maranhão, e reúne em um mesmo rendado gestual hindu, flamenco e

brasileiro, pois emprestei à noiva do papagaio um pouco da minha própria

aventura. Um único elemento cênico vai se transformando e sugerindo imagens ao longo da apresentação.

O Papagaio Real revela também meu armazém de memórias pessoais: a lembrança de minha avó materna com suas histórias de boca. Fada verdadeira, ela apagava todas as luzes do seu quarto e dizia "Vamos para dentro da barriga da vaca?" Lá, dentro da escuridão encantada da barriga da vaca, na cama de minha avó, ouvi pela primeira vez O Papagaio Real que, ainda hoje, abre clareiras no meu coração.

Uma história contada "de boca" pode fazer rir, chorar, arrepiar, acalentar,

pertencer. Tem a capacidade de suspender o tempo e criar vínculos profundos.

Era uma vez no eterno instante de um piscar de olhos: O Papagaio Real.

Teatro do Sesc Santo Andre
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